A TV
O motivo deste espaço ser reservado para divulgarmos, com maiores detalhes, as reportagens sobre restaurantes e bares que veiculamos aos sábados no Programa SABOR & SABER, na TV TROPICAL (RECORD), às 11:20h, é que este programa local de TV foi aferido recentemente por instituto de pesquisa como o de maior audiência no Estado. Todavia, como hoje na TV divulgamos uma entrevista, na seção de Reportagens de Restaurantes, com a Prof. ELEONORA, do Curso de Gastronomia da UNP, sobre o 5º Festival Gastronômico de Martins, que se iniciará no dia 16/07, quarta-feira, resolvemos escrever sobre um tema ligado a gastronomia que está em moda na Europa: “Bistronomy”.
COMO SURGIU – CONCEITO
Bistronomy, em inglês, é o conceito que embala alta gastronomia a preços bastante acessíveis. A bistronomia cresceu também a partir de uma dupla combinação: a queda do poder de consumo dos europeus na última década e a ambição de jovens chefs. Na verdade, popularizou-se justamente por pessoas que estavam mais preocupadas em comer bem, sem gastar uma fortuna em restaurantes “estrelados” pelo famoso Guia Michelin, diz o jornal espanhol El País. É tendência que grassa na Espanha e na França.

PRECURSSORES
O precursor dessa onda é o francês Yves Camdeborde, que, depois de trabalhar com Christian Constant no Les Ambassadeurs, restaurante parisiense com duas estrelas no Guia Michelin, alçou vôo próprio longe da pressão e da concorrência da tradicional nouvelle cuisine. Sem recursos para abrir um restaurante de alto padrão, ele difundiu uma nova forma de servir boa comida. Abriu o La Régalade, bistrô com menus a € 32 euros, sem o vinho, por pessoa. Camdeborde abriu o Le Comptoir. É tribo que não pára de crescer. O espanhol Iñaki Aizpitarte abriu o Le Chateubriand, “um dos líderes dos neobistrôs”, define a revista Travel+Leisure. O bistrô Market, é todo modernoso. Bacana, clean, também se traduz em excelente dica.
O VERDADEIRO PULO DO GATO
Na verdade, o pulo gato foi justamente a atitude de um dos mais renomados chefs de Paris, o famoso Alain Senderens. Aos 65 anos, 28 deles como chef três estrelas do Guia Michelin, o chef Senderens poderia ter dito adieu ao cenário gastronômico de Paris. Em vez disso, fechou literalmente seu prestigioso e famoso restaurante art nouveau Lucas Carton, chamando a imprensa e “rasgando” um guia Michelin na porta da frente do restaurante, reabrindo meses depois como uma brasserie de luxo, com o seu nome SENDERENS. Com tal gesto, ganhou ainda mais fama e seu restaurante vive lotado, com preços menores, em média, 60% mais baratos do que o anterior, com a mesma qualidade.
Quem for a Paris, não esqueça de fazer reserva com antecedência (até pela internet), pois é imperdível. Senderens não é o único chef com estrela no Michelin a enfrentar uma crise de meia-idade: o maníaco-depressivo Bernard Loiseau suicidou-se em vez de enfrentar a perda de uma estrela no guia e, o famoso Joël Robuchon – este, um dos maiores chefs de todos os tempos, sem tanto drama, aposentou-se precocemente aos 51 anos antes de reaparecer à frente de uma rede de restaurantes de Las Vegas a Tóquio, passando por paris, chamado de Atelier Joel Robuchon, onde come-se pratos maravilhosos sentados em bancos altos, como se estivesse num american bar. Em Paris, fica no Bairro de Saint Germain. Leitores da nossa coluna, foram a alguns desses lugares e acharam maravilhosos, pois comeram divinamente bem e a preços bastante razoáveis para Paris.
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