DE­LÍ­CIA DO SER­TÃO CO­MI­DA CA­SEI­RA DE MES­MO

DA BON­DA­DE AO SU­CES­SO
A cui­si­nié­re ama­teur LU­ZIA FI­GUE­RE­DO, é de S.­João do Sa­bu­gi, RN. Apo­sen­tou-se pe­la S. da Edu­ca­ção e mu­dou-se pa­ra Na­tal. Na ca­sa em que foi re­si­dir, na Av. Afon­so Pe­na, 487, de­ci­diu, na par­te da fren­te, ­abrir um pe­que­no co­mér­cio de pro­du­tos do Se­ri­dó que ela  co­nhe­cia mui­to bem. Com­ple­men­tan­do, D. Lu­zia co­lo­cou uma ge­la­dei­ra pa­ra ven­der re­fri­ge­ran­tes e co­mo era uma vo­ca­cio­na­da na co­zi­nha, co­me­çou a fa­zer pas­téis e pe­tis­cos a ma­nei­ra, ri­go­ro­sa­men­te, ca­sei­ra. A re­don­de­za to­da ali em Pe­tró­po­lis, com­pra­va os pro­du­tos ser­ta­ne­jos. E sem­pre pe­diam um re­fri­ge­ran­te com um pas­teL.

O RES­TAU­RAN­TE DO PF
Aí, ela no­tou que, dia­ria­men­te, um ga­ro­ti­nho de uns 14 ­anos, vi­nha no ho­rá­rio do al­mo­ço e pe­dia um re­fri­ge­ran­te e um pas­tel. Co­mia e ia em­bo­ra. Pas­sa­do al­gum tem­po, D. LU­ZIA per­gun­tou a aque­le jo­vem, por que ele vi­nha sem­pre no ho­rá­rio do al­mo­ço e pe­dia a mes­ma coi­sa. Ele res­pon­deu que aqui­lo era o seu al­mo­ço, ­pois ­seus ­pais mo­ra­vam no in­te­rior e ele não ti­nha di­nhei­ro pa­ra al­mo­çar, a não ser aqui­lo. Ela, en­tão, pro­pôs ao ga­ro­to ser­vir-lhe um al­mo­ço pe­lo mes­mo pre­ço do re­fri­ge­ran­te e do pas­tel. O me­ni­no ­achou uma ma­ra­vi­lha! Só que ela ser­via ali mes­mo, na mer­cea­ria. Ora, os ou­tros fre­gue­ses che­ga­vam e lo­go in­da­ga­vam se ali ti­nha tam­bém al­mo­ço, ­pois a co­mi­da es­ta­va mui­to chei­ro­sa e ape­ti­to­sa. Ela, en­tão, co­me­çou a ser­vir aos no­vos clien­tes. De uma me­sa pas­sou pa­ra 2, 3, 4. Es­ten­deu pe­lo cor­re­dor e lo­go ­abriu uma por­ta ao la­do e sem­pre au­men­ta­va a clien­te­la. Ho­je é só res­tau­ran­te. O pes­soal que tra­ba­lha na re­don­de­za vem to­do co­mer lá. Tem, al­ter­na­da­men­te no me­nu do PRA­TO FEI­TO (PF): Bi­fe de Pa­ne­la, Car­ne de Sol, Lin­güi­ça, Bi­fe de Fí­ga­do ace­bo­la­do, Car­ne Gui­za­da, Stro­go­no­fe de fran­go, Ma­car­rão c/ cou­ve e ­alho, sem­pre acom­pa­nha­do por fei­jão ver­de ou fei­joa­da, ar­roz e ver­du­ra, ­além de cos­te­la tor­ra­di­nha. Tu­do is­so por ape­nas R$ 5 ­reais. E tem fi­la na cal­ça­da dia­ria­men­te. Tel.: 3222-0263. D. LU­ZIA me­re­ce a nos­sa re­por­ta­gem. Eu al­mo­cei lá e ado­rei. É di­fe­ren­te. É um su­ces­so da bon­da­de, mas uma co­zi­nha que lem­bra a de mi­nha mãe. Ines­que­cí­vel.

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